Buscar

Leite de coco artesanal


Considerado um dos frutos tropicais mais completos cultivados no Brasil, o coco é um mix natural de proteínas, gorduras, calorias, carboidratos, vitaminas A e B, sais minerais com destaque para o potássio e magnésio. O coqueiro, também conhecido como “Árvore do Bem-Estar”, faz jus ao nome, pois produz um fruto que possui 100% de aproveitamento.

Faz toda a diferença preparar o leite de coco em casa. É fácil, econômico e muito saudável, basta bater o coco fresco com água de coco verde e coar. Pode-se também congelar por até três meses. E basta provar uma vez para nunca mais querer usar o leite de coco industrializado.


O leite de coco artesanal que eu faço em casa não é feito com água, eu uso a água do coco verde, é um produto diferenciado e muito saboroso, além de saudável. Mas se preferir, pode usar água filtrada, o importante é fazer. Um outro detalhe, prefiro fazer o leite de coco a frio, ralado e demolhado 24h, sem usar o liquidificador, mas isso leva muito tempo e as pessoas gostam de praticidade, então vamos ao liquidificador.


Alguns pesquisadores acreditam que o coqueiro seja oriundo da África. Outros o dizem originário dos arquipélagos do Pacífico, onde adquiriu extrema dispersão. Há os que o tem como asiático. Ainda não há um consenso científico sobre o assunto. Algumas literaturas dizem que o coqueiro teria alcançado a costa do Pacífico no Panamá vindo da Polinésia por meio das correntes oceânicas, que trouxeram as sementes.


No Brasil, as evidências históricas indicam que o coqueiro, variedade gigante, foi introduzido pelos colonizadores portugueses, em 1553. As primeiras matrizes, procedentes da Ilha de Cabo Verde, foram distribuídas pelo litoral baiano, daí a denominação original de Coco-da-Bahia.



Entretanto, todas as palmeiras produzem coco (como o coco-catolé, ou coco-ouricuri, pequeno fruto típico da Mata Atlântica). Nos trópicos, os cocos são muito apreciados, tanto pelos turistas como pelos nativos. No Brasil, seus maiores cultivadores estão localizados no Nordeste e no estado do Pará. O coqueiro gosta de clima quente e úmido. Sua altura pode chegar a 30 metros. Também existem variedades anãs, que não ultrapassam três metros.


  • Para alguns estudiosos, os coqueiros começaram a nascer nas costas americanas porque as sementes foram trazidas por correntes marítimas.

  • A palavra coco também designa um folguedo do folclore nordestino, cantado de forma sincopada e dançado em dupla e em círculos.

  • O uso do leite de coco nos alimentos é uma herança cultural deixada pelos escravos que vinham de Moçambique.

  • No Timor, a água de coco é um líquido sagrado usado para abençoar os plantios de milho.

  • Na Segunda Guerra Mundial ela foi injetada em soldados que tinham desidratação grave. Por ter composição parecida com a do plasma sangüíneo, a água de coco pode fazer às vezes de soro fisiológico (somente em casos de extrema necessidade).

Casca do coco in natura
Casca do coco in natura

Câmara Cascudo, no clássico Dicionário do Folclore Brasileiro, define o coco como “dança popular nordestina, cantado em coro o refrão que responde aos versos do tirador de coco ou coqueiro (…). É canto-dança das praias e do Sertão” e informa: “Alagoas (…), berço do coco, representa um perfeito equilíbrio entre a porção mameluca e a negra (…)”.


Naturalmente, os demais estados nordestinos – acentuadamente Pernambuco e Paraíba – disputam a primazia de também serem berçários do coco. Uma polêmica salutar, pois leva a uma valorização crescente dessa genuína forma de manifestação cultural brasileira.


O paraibano Jackson do Pandeiro alçou o coco à categoria de hit musical, tornando-se um dos principais astros do mundo artístico brasileiro durante décadas. Selma do Coco e Zé Neguinho do Coco, ambos de Pernambuco, tornaram-se ícones da cultura popular e forneceram inspiração para novas gerações como a turma do Mangue Beat. Em Alagoas, o coco seguiu dançado anonimamente durante muitas décadas e as estrelas populares desse ritmo só vieram a ser identificadas como mais precisão no final do século XX (as mestras Hilda, Virgínia e Maria Vitória e os mestres Verdelino e Venâncio são exemplos dessa notoriedade bem-vinda, ainda que tardia), com exceção dos sucessos de Jacinto Silva.

Uma curiosidade: os estados da Bahia e Espírito Santo alimentam uma rivalidade na disputa pelo “título” de melhor moqueca de peixe brasileira. Apesar das duas receitas serem ensopados de peixe cozidos em panela de barro, os demais ingredientes mudam bastante. Enquanto a tradicional moqueca baiana abusa do leite de coco, a moqueca capixaba não admite esse ingrediente, assim como o azeite de dendê, na sua receita.


Polpa de coco usada para fazer o leite
Polpa de coco usada para fazer o leite

Quando se pensa em coco, vem logo a idéia daqueles coqueiros altos a beira-mar e você tomando aquela gostosa água de coco na praia. Porém, o cultivo e a colheita em larga escala para uma produção industrial é bem diferente – são outras necessidades, outros resultados. A começar pelos tipos de coqueiros e seus cocos. Os nativos são geralmente muito altos, o que dificulta a colheita, levam até sete anos para começar a dar frutos e os cocos são em pouca quantidade.


O ideal seria um coqueiro mais baixo, que frutificasse mais cedo e com uma maior produtividade. Mas onde encontrar esse coqueiro ideal? A Mãe Natureza não sabia, quando fez os coqueiros, que as pessoas iam gostar tanto de coco e não providenciou essa espécie especial.

Polpa (bagaço) do leite de coco
Polpa (bagaço) do leite de coco